sexta-feira, 23 de março de 2012

Dia 6 Chegada a La Paz

Chegamos em La Paz pela Trans Morte Omar por volta das 7h da manhã. Descemos do ônibus e fomos pegar as bagagens. O detalhe é que aqui na Bolívia não existe ticket para malas despachadas. A mochila da Marcia foi uma das primeiras a sair. O motorista foi retirando as outras e nada da minha mochila. Olhei para o bagageiro e gelei. Não havia outras malas la dentro. Comecei a xingar mentalmente aquela empresa de todos os nomes possíveis. Chamei o motorista já sem esperanças e mostrei a mochila da Marcia. Falei que a minha tinha uma capa azul da deuter como aquela. Ele olhou em volta, coçou a cabeça e foi até um vão próximo ao estepe. Retirou minha mochila toda empoeirada da lá. Abri um sorriso de orelha a orelha naquela hora. Com certeza a minha mala foi parar naquele vão em um dos vôos que o ônibus fez naquela noite. 

Problema resolvido, fomos de táxi, novamente sem ser roubado, para o albergue Cruz de Los Andes. Minha reserva era apenas para o dia seguinte, mas imaginei que não haveria problemas, já que estamos em baixa temporada. Engano meu. O cara da recepção informou que não havia nenhuma vaga disponível. Mas como eu disse anteriormente, Deus nunca abandona um mochileiro. O cara foi super prestativo e falou que havia vagas disponíveis em um outro Hostel a apenas alguns passos de distância. Ele nos levou pessoalmente até a recepção do outro Hostel. O lugar se chama Sol Andino. É show de bola. Quarto privativo com banheiro, TV no quarto, wi fi. Não perde em absolutamente nada para um quarto de hotel. Tudo isso pela bagatela de 174 bolivianos por dia (menos de 60 reais). A localização é excelente também. Fica próximo às principais agências de turismo e de bons restaurantes. Os caras do Hostel foram muito gente boa e permitiram que fizéssemos o Check In às 9da manhã. Desta forma não precisamos ficar vagando pela cidade antes de ir para o quarto. 

A Marcinha foi descansar um pouco. Eu aproveitei a manhã livre para começar a postar notícias sobre a viagem. Por volta das 13h saímos para dar uma volta na cidade e procurar algum lugar para comer. La Paz é uma cidade bem atípica. Pelas ruas existem centenas de barraquinha ocupadas por Cholas, as quais vendem e tudo. De comidas típicas até a cura para o câncer rs.... A comida nessas barraquinhas de rua não está exatamente nos mesmos padrões de higiene que estamos acostumados. O trânsito é muito caótico. Andar de táxi pela cidade gera a mesma sensação daqueles antigos cinemas 180°. A cidade está dividida basicamente em três setores. A parte alta, onde moram os pobres e que é parecia com as favelas do rio, pois são casas construídas em morros bem íngremes. Mas diferencia-se das favelas porque as construções são casas de verdade com tijolo e reboco e não um amontoado de barracos. Existe a cidade média, local onde mora a classe média, fica o centro da cidade e é o local onde estou ficando. Por fim, existe a cidade baixa onde moram os abonados. O fato curioso é que a diferença de altitude entre a parte baixa e a parte alta chega a 1.000m. 

Fomos almoçar em um restaurante muito aconchegante próximo ao Hostel. Em média, um prato com bebidas e serviços inclusos sai por 50 bolivianos, pouco mais de 15 reais. Claro que existem restaurantes mais baratos se quiser pechinchar. Mas com 50 bolivianos se come muito bem. Logo após o almoço achamos a Albert Tours, agência muito bem recomendada por Brasileiros. O proprietário do local se chama Juan e é uma pessoa extremamente simpática assim como seus funcionários. Perguntamos sobre as opções de passeio e decidimos ir para o Chacaltaya no dia seguinte. Pagamos 50 bolivianos por pessoa, um valor que descobrimos depois que foi muito barato. Retornamos para o hotel onde eu continuei a lutar com o teclado do meu celular para escrever este blog e mandar notícias do front! De noite saímos para jantar e encontramos um lugar muito agradável para jantar que se chamava LAYQ`A. O divertido neste restaurante é que todas as peças da decoração estavam a venda. Comi um prato gigante de carne de Ilhama. O gosto se parece muito com o filé da carne de boi. Experimentamos também algumas cervejas locais. Após o jantar retornamos ao Hostel para descansar e nos preparar para a visita ao Chakaltaia no dia seguinte.



















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